	<?php require_once("includes/topo.php"); ?>
    
    <div id="destaque_topo">
    
    	<h1>Apresentação</h1>
        <h2>A idéia de organizar um banco de dados sobre o trabalho das mulheres no Brasil, disponibilizando-o através da Internet, surgiu da necessidade de responder, na maior parte das vezes rapidamente, a demandas de usuários tão diversificados quanto estudantes, colegas, planejadores e formuladores de políticas públicas, representantes dos meios de comunicação e outros.</h2>
        
        <div id="conteudo_interno">
        
        	
<p>As estatísticas aqui analisadas são as oficiais,  obtidas em levantamentos de órgãos governamentais, seja o Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE - como os Recenseamentos  Demográficos, as Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios/PNADs -  seja o Ministério do Trabalho - caso da Relação Anual de Informações  Sociais/RAIS ou, finalmente, o Ministério de Educação e Cultura/MEC  através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio  Teixeira/INEP, por intermédio dos Censos da Educação Superior e do  Censo Escolar.</p>

<p>O que tem caracterizado a nossa linha de  pesquisas sobre o trabalho feminino é a busca, em fontes como as  mencionadas acima, de informações que permitam identificar e interpretar  as múltiplas formas de atividade realizadas pelas mulheres. O  referencial teórico de gênero, ao qual devem ser acrescentados o  envolvimento e o compromisso com a luta feminista, tem orientado as  perguntas a serem feitas, as informações a serem procuradas, a maneira  de analisar e de apresentar os dados, e tem determinado a constante  comparação de informações sobre homens e mulheres, a fim de constatar  diferenças e/ou semelhanças &quot;de gênero&quot;. Os resultados dos estudos que  realizamos, desde os anos setenta, têm trazido algumas revelações: </p>

<p><div class="imagem_interna" style="width:348px">
<div class="legenda_interna">
<p><b>Livro - Women & Work: Photographs and Personal Writings</b><br/>
Maureen R. Michelson & Michael R. Dressler<br/>
NewSage Press</p>
</div>
<img src="imagem/apresentacao/img1.jpg" />
</div>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  uma  grande parte do trabalho realizado pelas mulheres, em todas as  sociedades, é invisível, desvalorizado e, até pouco tempo, sequer  considerado como atividade econômica. No Brasil, o IBGE até recentemente  classificava esses afazeres como inatividade econômica. Em 1992, foi  feita uma questão específica- &quot; realizou ou não afazeres domésticos na semana anterior?&quot;,  que tem permitido conhecer e avaliar melhor a realização dessas  tarefas, não mais entendendo-as apenas como uma categoria de  inatividade; </p>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  as responsabilidades histórica e culturalmente  atribuídas às mulheres na esfera reprodutiva influenciam a posição  ocupada por elas no mercado de trabalho;</p>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  a posição na família, assim como a estrutura e o ciclo  de vida familiar, impõem limites ou possibilidades para a participação  das mulheres no mercado de trabalho. É por isso que sempre procuramos,  nesses levantamentos, informações que permitam associar o trabalho à  situação familiar, como a idade da trabalhadora, a posição na família, a  presença de filhos e outros;</p>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  as comparações entre os sexos mostram que os efeitos da  relação trabalho e família manifestam-se apenas entre as mulheres e não  entre os homens; oferta de trabalho e qualificação determinam o  trabalho masculino, enquanto o feminino sofre também o efeito de  condicionantes familiares;</p>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  as mulheres ocupam, no mercado de trabalho, posição  secundária em relação aos homens. Elas são a maioria nas posições mais  vulneráveis, como no informal por exemplo; além disso desempenham um  leque de ocupações diferentes das masculinas, têm mais dificuldade para  ascender profissionalmente e ganham, sistematicamente, menos do que os  colegas, mesmo quando têm mais estudo ou trabalham igual número de  horas;</p>
  
  <p><div class="imagem_interna" style="width:447px">
<div class="legenda_interna">
<p><b>Livro - Women & Work: Photographs and Personal Writings</b><br/>
Maureen R. Michelson & Michael R. Dressler<br/>
NewSage Press</p>
</div>
<img src="imagem/apresentacao/img2.jpg" />
</div>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  ao  longo do tempo, apesar das barreiras, as mulheres vêm conquistando mais  espaço no mercado de trabalho: aumentaram significativamente sua  participação, superaram alguns dos limites impostos pela condição  familiar e vêm ingressando, graças à   escolaridade, em melhores  ocupações. Este avanço, contudo, não tem impedido que grande parte das  trabalhadoras se encontre no emprego doméstico, no trabalho domiciliar e  em atividades não remuneradas.</p>

<p><span class="ponto_marcador">•</span>  a crise do emprego e a expansão das atividades  informais dos anos noventa  do século XX afetaram trabalhadores de ambos  os sexos, particularmente os homens, devido à queda na atividade  industrial e da construção civil. A partir dos primeiros anos do novo  milênio, contudo, a retomada da atividade econômica tem promovido a  expansão de postos de trabalho para ambos os sexos, particularmente nos  serviços, favorecendo as mulheres.</p>

<p>Essas e outras constatações têm sido  mostradas nos textos - artigos, capítulos de livros, livros, monografias  - elaborados ao longo desses anos, ou em apresentações em congressos,  seminários e outros eventos dos quais temos participado. No entanto, nem  sempre os interessados têm tido acesso aos resultados dessas pesquisas.  Alguns não foram publicados, outros são relatórios de consultoria e as  apresentações, em geral acompanhadas de gráficos e tabelas, acabam  ficando restritas aos participantes de cada evento. Este é o motivo pelo  qual resolvemos, inicialmente, reunir todo este material neste Banco de  dados.</p>

<div id="imagem_destaque">
        	
    <div id="legenda_destaque">
        <p>	<b>Tarsila do Amaral</b><br/>
            "Costureiras"
        </p>
    </div>
    
    <img src="imagem/apresentacao/img3.jpg" />

</div>
            
<p>A  partir de sua criação, este Banco foi atualizado três vezes, a saber,  em 2000, em 2002 e em 2007, completando 10 anos de análises e  estatísticas sobre o trabalho na ótica das relações de gênero.</p>

<p>È importante ressalvar que, em 1998,  quando o Banco de Dados sobre o Trabalho das Mulheres foi lançado em  plataforma digital no site da Fundação Carlos Chagas, tratou-se de uma  das iniciativas pioneiras no sentido de democratizar informações sobre o  mundo do trabalho na perspectiva das relações de gênero, apresentando  estatísticas desde a década de 1970.  Iniciativa que se mostrou válida e  exitosa, diante da quantidade de acessos que  Banco tem obtido desde  então, fato que nos motivou realizar esta última atualização, que ora  vai ao ar. Nesta última versão, resolvemos limitar as informações  atualizadas para 2007, apresentando apenas os totais nacionais, bem como  reorganizar as Séries Históricas, de modo a tornar mais ágil a pesquisa  dos usuários. </p>

<p>Vale mencionar também que, ao longo dessa  década de existência do Banco, desenvolveram-se outras importantes  iniciativas  voltadas para tornar visível o lugar das mulheres no  mercado de trabalho, bem como  a persistência das desigualdades de  gênero nesse âmbito, como p.ex. os bancos de dados sobre Mulher e  Trabalho disponíveis no site da Fundação SEADE de São Paulo, ou o  Observatório Brasil da Igualdade de gênero, iniciativa recente da  Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres- SEPM, da Presidência  da República.</p>

<p>São Paulo, janeiro de 2010<br/>
Cristina Bruschini e Maria Rosa Lombardi</p>
        
        </div>
        
    </div>
    
</div><!-- FIM CONTEUDO -->

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