	<?php require_once("includes/topo.php"); ?>
    
    <div id="destaque_topo">
    
    	<h1>Notas metodológicas</h1>
        <h2>As séries de dados postas à disposição do público em geral por este Banco de dados se baseiam em pesquisas regulares executadas por agências de estatística oficiais brasileiras, quais sejam , a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística /FIBGE, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira /INEP do Ministério de Educação e Cultura.</h2>
        
        <div id="conteudo_interno">
        
        	<p>Da vasta produção dessas agências, selecionamos para inclusão neste Banco estatísticas das seguintes pesquisas:</p>

<ul>
  <li>da FIBGE, os Censos Demográficos e, sobretudo as PNADs- Pesquisas Domiciliares por Amostra de Domicílios; </li>
  <li>do Ministério do Trabalho, a RAIS- Relação Anual de Informações Sociais e, </li>
  <li>do INEP/MEC, o Censo do Ensino Superior, o Censo Escolar e o da Educação Profissional. </li>
</ul>
<p>Pensando na variada gama de usuários deste  Banco, elaboramos alguns esclarecimentos sobre as pesquisas utilizadas,  os quais apresentamos nos parágrafos seguintes.</p>

<p>A  <b>PNAD</b> é realizada anualmente por  amostragem - exceção feita aos anos de Censo_ e se destina a investigar  diversas características sócio- econômicas, umas de caráter permanente  nas pesquisas, como as características básicas da população, habitação,  mão-de-obra, rendimento e instrução e outras com periodicidade variável,  como as características sobre fecundidade, migração, orçamentos  familiares, nutrição, saúde, educação etc. </p>

<p>Já o <b>Censo Demográfico</b> é realizado  com periodicidade decenal , pesquisando de maneira mais completa, para o  conjunto da população, variáveis demográficas, nupcialidade e  fecundidade, trabalho , educação e características dos domicílios. É  operacionalizado em dois estágios, o primeiro através da aplicação de um  conjunto de questões básicas a toda a população e, o segundo, abordando  uma amostra através de um questionário mais completo. </p>

<p><div class="imagem_interna" style="width:461px">
<div class="legenda_interna">
<p><b>Revista - Mujeres: Mulleres Dones Emakumeak</b><br/>
Ano 3, Número 11, Abril/Maio de 1986<br/>
Fotógrafo: Miguel Otero </p>
</div>
<img src="imagem/notas/img1.jpg" />
</div>
<p>Ao  procura analisar o trabalho em geral e o das mulheres, em particular,  as análises de dados tomaram como base alguns conceitos que vêm sendo  utilizados pela FIBGE.</p>

<p>O primeiro deles é <b>População Economicamente Ativa (PEA) </b> , assim entendida a população de 10 anos e mais que, no período  anterior à pesquisa ( seja esse período de 1 semana ou de 365 dias para a  PNAD , ou de 365 dias para o Censo) , estava exercendo trabalho  remunerado, estava trabalhando sem remuneração em algumas atividades por  mais de 15 horas semanais , ou não estava trabalhando, mas procurava  trabalho ( nos últimos 2 meses antes do Censo, ou no último mês antes da  PNAD).</p>

<p>Portanto, ainda segundo aquela fonte, fazem parte da<b> População Economicamente Ativa,</b> os<b> Ocupados</b> (trabalhando regularmente) e os <b>Desocupados</b>, assim considerados os que não trabalhavam, mas tomaram alguma providência para encontrar trabalho.</p>

<p>A categoria <b>Ocupados</b>, por sua vez, é desmembrada segundo o tipo de vínculo que apresenta com o trabalho, ou seja, o de  Empregados ,o de  <b>Trabalhadores por Conta-própria</b>, o de  <b>Empregadores</b>, o de<b> Trabalhadores domésticos.</b></p>

<p>Às  parcelas da população que não estavam  trabalhando regularmente, com ou sem remuneração e não estavam à busca  de trabalho,  a FIBGE  denomina<b> População Não-Economicamente Ativa</b>. Aqui se inserem, as pessoas que, à época da pesquisa, exerciam <b>afazeres  domésticos</b>, os <b>estudantes</b>, os <b>aposentados</b> e <b>pensionistas</b>, as<b> pessoas  que viviam de rendas</b>, os <b>detentos</b>, os <b>doentes</b> ou <b>inválidos</b> e as<b> pessoas  sem ocupação</b>.</p>

<p>	

<div class="imagem_interna" style="width:507px">
    
    <div class="legenda_interna">
        <p><b>Livro - Mulheres no Trabalho Bancário</b><br/>
Liliana Segnini<br/>
EdUSP </p>
    </div>
    
    <img src="imagem/notas/img2.jpg"/>

</div>
    
<p><b>População Economicamente Ativa (PEA)</b>, Ocupados e Empregados  são  três conceitos recorrentemente utilizados nas séries apresentadas  neste banco de dados. As diferenças entre essas parcelas da população  podem ser observadas nas tabelas apresentadas  em <a href="serie1.php?area=series">Mulheres no mercado de trabalho: grandes números</a></p>

<p>Com o decorrer dos anos, a própria FIBGE  foi introduzindo alterações na forma de apresentar as informações.  Algumas delas dizem respeito a mudanças conceituais e metodológicas  importantes como, por exemplo, a recente ampliação do conceito de trabalho.  A partir dos anos 90 - em consonância com recomendações da  OIT(Organização Internacional do Trabalho) - a PNAD passou por  reformulação, incluindo-se aqui uma ampliação da conceituação daquela  categoria , que passou a vigorar nas PNADs, a partir de 1992 e, nos  Censos, presumivelmente, a partir de 2000. </p>

<p>No novo conceito de trabalho são  caracterizadas as condições de trabalho remunerado, sem remuneração e na  produção para o consumo e construção próprios ou para o grupo familiar.  O maior refinamento do conceito favorece a mensuração mais adequada das  atividades econômicas porque reduz, consideravelmente, o número mínimo  de horas trabalhadas ( de 15 para apenas 1) e passa a considerar como  trabalho atividades assistenciais e para o autoconsumo, entre outras  alterações. Por outro lado, introduz um viés metodológico no caso da  construção de séries históricas. Os efeitos da nova metodologia são  muito mais contundentes para o caso do trabalho feminino, sobretudo o  rural que, a partir de 92, em termos relativos , quase que duplica. </p>

<p>Outras alterações dizem respeito a mudanças  nas agregações em certas variáveis a partir de um certo ano dos  levantamentos, trazendo efeitos de comparabilidade para as séries. Para  citar apenas alguns exemplos dessa situação, citaremos os casos do setor  de atividade Prestação de Serviços e da variável Anos de Estudo. O  setor de atividade Prestação de Serviços foi desdobrado, a partir da  década de 80, em dois, <b>Prestação de Serviços e Serviços Auxiliares da Atividade Econômica</b> . Quanto à variável Anos de Estudo, sua agregação se alterou a partir  de 1992, interrompendo a possibilidade de comparação com os anos  anteriores. Em 2002, a Classificação Brasileira de Ocupações , a CBO e a  Classificação Nacional de Atividades Econômicas, a CNAE passaram a ser  adotadas para a classificação das ocupações e atividades investigadas na  PNAD.</p>

<p>Mas, talvez, a maior restrição encontrada no manuseio dos Censos e das PNADs tenha sido a <b>ausência do cruzamento por sexo</b> para um grande número de informações, particularmente,  na década de 70 e nos primeiros levantamentos dos anos 80. <b>Por  essa razão, por exemplo, ao analisar o trabalho das mulheres nos  primeiros anos das séries aqui apresentadas,  teve-se que tratá-lo sobre  a PEA, pois não havia o cruzamento por sexo para Ocupados</b>. </p>

<p>Ao montar as Séries Históricas , tivemos em  mente possibilitar aos usuários a mais ampla visão longitudinal  possível dos processos de inserção e alocação das mulheres no mercado de  trabalho brasileiro, fazendo-o através das informações disponibilizadas  pela FIBGE em cada levantamento analisado. Por isso, para o caso acima  citado, em <b>algumas tabelas,  taxas e percentuais sobre a PEA e sobre  os Ocupados serão apresentados lado a lado   e , quando isto ocorrer,  essa situação sempre será destacada e devidamente assinalada</b>. </p>

<p>Um último esclarecimento se faz necessário, em relação à categoria <b>Trabalhadores domésticos</b>.  Esta categoria foi introduzida na PNAD a partir de 1992 e refere-se ao  emprego doméstico remunerado e não ao trabalho doméstico realizado pelas  donas-de-casa, ainda computado como inatividade econômica.</p>

<p>A análise de dados sobre o trabalho -  feminino e masculino - tem se utilizado, tradicionalmente, de  indicadores construídos com o intuito de revelar e tornar visível a  participação dos dois sexos no mercado de trabalho. Nas séries  históricas deste banco de dados que se baseiam nas pesquisas do IBGE, os  indicadores apresentados são os seguintes: </p>

<ul>
  <li><span class="ativo">Taxa de Atividade Feminina/ Masculina</span><br />
    proporção de mulheres/homens economicamente ativos  sobre o total de mulheres/homens </li>
  <li><span class="ativo">Taxa de Ocupação Feminina/Masculina</span><br />
    proporção de mulheres/homens ocupadas(os) sobre o total de pessoas ocupadas de ambos os sexos </li>
  <li><span class="ativo">Proporção de Mulheres/Homens na PEA ( população economicamente ativa)</span><br />
    porcentagem de mulheres/homens econômicamente ativas(os) no conjunto de pessoas economicamente ativas de ambos os sexos </li>
  <li><span class="ativo">Distribuição da PEA por Sexo</span><br />
    porcentagem de  mulheres/ homens economicamente ativas(os) distribuídas(os) por  categorias de uma determinada variável, p.ex, setor de atividade  econômica </li>
  <li><span class="ativo">Distribuição dos Ocupados por Sexo</span><br />
    porcentagem de mulheres/ homens ocupadas(os) distribuídos por categorias de uma determinada variável, p.ex., faixas de idade </li>
  <li><span class="ativo">Distribuição dos Empregos por Sexo</span><br />
    porcentagem de empregos masculinos e femininos distribuídos por  categorias de uma determinada variável, p.ex., faixas de rendimento </li>
</ul>

<p>Outra fonte de dados bastante utilizada neste Banco é a <b>RAIS-  Relação Anual de Informações Sociais</b>, do MTE- Ministério do Trabalho e  Emprego, no intuito de fornecer uma análise mais aprofundada do mercado  formal de trabalho. A RAIS é composta por registros administrativos  recolhidos obrigatoriamente por todas as empresas em formulário próprio,  uma vez por ano. Dele constam informações sobre os empregados  (p.ex.,idade, sexo, tipo de vínculo com o trabalho, remuneração,  ocupação, tempo de casa ), sobre a atividade econômica da empresa , sua  natureza jurídica etc. Embora sua abrangência, em tese, sempre tenha  sido todo o território nacional, será a partir dos anos 90 que ela será  efetivamente alcançada. </p>

<p>Quanto aos<b> Censos do Ensino Superior</b> e o <b>Censo Escolar</b> do INEP/MEC, são pesquisas de resposta obrigatória para todas as  instituições do Ensino Superior e da Educação Básica do país. O <b>Censo da Educação Superior</b> coleta, anualmente, uma série de dados do ensino superior no País,  incluindo cursos de graduação, presenciais e à distância. A sua  finalidade é fazer uma radiografia deste nível educacional. As  instituições de ensino superior respondem ao questionário do Censo por  meio da Internet. O <b>Censo Escolar</b> é um levantamento de  informações estatístico-educacionais de âmbito nacional, realizado  anualmente. Ele abrange a Educação Básica, em seus diferentes níveis -  Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio - e modalidades -  Ensino Regular, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos.</p>
<p>Finalizando, os dados estatísticos sobre o trabalho feminino  apresentados neste Banco compõem-se de informações trabalhadas e  agrupadas sob sete ângulos de análise, cada um correspondendo a uma  Série Histórica.</p>
<p>Acesse as <a href="series.php?area=series">Séries históricas</a></p>
        
        </div>
        
    </div>
    
</div><!-- FIM CONTEUDO -->

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