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Trabalho e gênero em Tecnologia da Informação: iniciativas de estímulo à inserção e ascensão das mulheres

Coordenação: Maria Rosa Lombardi (DPE/FCC)

Equipe:
Assistente: Renata Adriana de Sousa
Pesquisadora consultora: Haydée Svab

Financiamento: FCC

Vigência: 2020-2022

Descrição: A partir da realização de análise prévia sobre os empregos formais e sua variação entre 2015 e 2019, com base na Relação Anual de Informações Sociais/Ministério da Economia (Rais/ME), constatamos variação positiva de 16,3%. A repartição dos empregos segundo o sexo, porém, não se alterou, evidenciando a permanência da masculinidade da área: 77,2% em 2019 versus 22,8% de mulheres, sem variações expressivas no período. A análise da Rais trouxe achados estatísticos surpreendentes: primeiro, o grande aumento de mulheres na função de Programador entre 2015 e 2019 (dobrando sua participação de 13 para 27%); a presença de mulheres em funções mais qualificadas como Analistas (por volta de 21% nos anos); e a presença de mulheres em cargos de gestão técnica hierarquicamente superiores, como Administradores de TI (Tecnologia da Informação) e Gerentes, que foi de cerca de 20% nos dois anos. Essas estatísticas sugeriram algumas hipóteses de pesquisa. A primeira afirma a existência de um grupo de mulheres que parecem determinadas a desenvolver suas carreiras em TI, permanecem na área e ascendem pelos diversos escalões hierárquicos que se abrem para elas. A segunda hipótese refere-se ao grande incremento de mulheres nas funções de programadoras: seria esse importante incremento um efeito da ação dos coletivos femininos e feministas que vêm se dedicando a ensinar linguagens de informática e programação às jovens há anos? Essa questão de pesquisa norteou a fase empírica deste projeto que se compõe de duas etapas: a) um survey on-line com grupos/coletivos femininos e/ou feministas (19 respondentes em 62 grupos localizados, correspondendo a 30% de taxa de resposta) visando a conhecer suas atividades, suas formas de gestão, o público atendido e os impactos da pandemia e perspectivas de futuro); b) 10 entrevistas on-line com coordenadoras de grupos. O relatório do survey foi feito e o relatório da fase qualitativa das entrevistas está em curso. Preveem-se a finalização desta etapa e a consolidação dos dois relatórios em 2022.

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