Projetos e Pesquisas Concluídos (2013-2015)

  • A
    A Capacidade Institucional de Municípios no estado de São Paulo: uma análise de políticas públicas educacionais em regiões metropolitanas

    Resumo: O estudo teve como propósito analisar a capacidade institucional de Secretarias Municipais de Educação e/ou Divisões de Ensino no que diz respeito à estruturação normativa/legal, física, administrativa e de recursos humanos da política educacional, após o processo de transferência de professores, alunos e prédios escolares, promovido pelo convênio de municipalização no Estado de São Paulo. Na primeira etapa, realizou-se: levantamento documental, com foco em leis, decretos, planos, resoluções, atas, programas e projetos; identificação do organograma das secretarias/diretorias de educação; levantamento de dados secundários (populacionais, de condições de vida e moradia); sistematização de dados educacionais. Todos os dados coletados nessa primeira etapa estão disponíveis nos sites das secretarias municipais de educação, órgãos governamentais e fundações de pesquisa. Na segunda etapa, foram realizadas entrevistas com os (as) dirigentes responsáveis pelas Secretarias Municipais de Educação (SMEs), apoiadas em questionário semi-estruturado.

    Equipe: Angela Maria Martins (coord.); Cláudia Oliveira Pimenta (bolsista FCC); Cleiton de Oliveira (Unicamp); Fabiana Fernandes (FCC); Gláucia T., Novaes (FCC); Jessica Munhoz Araújo (bolsista FCC); Pedro Ganzeli (Unicamp); Valéria Virginia Lopes (bolsista Fapesp).

    Apoio: FAPESP e Fundação Carlos Chagas

    Grupo de Pesquisa: Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores

  • A
    Ação docente e profissionalização: referentes e critérios para formação

    Resumo: O estudo procurou construir parâmetros categoriais para nortear e fundamentar processos de formação inicial ou continuada de professores, bem como para apoiar o acompanhamento e avaliação da ação docente, em uma perspectiva formativa. O ponto de partida foi o universo do trabalho docente que se efetiva na educação escolar. A abordagem metodológica envolveu análise de padrões de desempenho docente de vários países, bem como estruturação e realização de grupos operativos com representantes das redes de educação básica - professores e coordenadores pedagógicos – além de profissionais formadores de professores. A coleta de dados junto aos grupos operativos foi realizada em duas etapas: a primeira, no 2º semestre de 2013, buscou apreender a visão dos agentes escolares sobre a temática e a proposição de referentes para a ação docente, seguida da elaboração de uma 1ª versão de construtos. A segunda etapa, realizada no primeiro semestre de 2014, foi orientada pela sistematização e definição de referentes para a ação docente. O estudo considerou as condições especificas de organização e gestão da educação brasileira, em especial aquilo que diz respeito aos condicionantes da formação e atuação do professorado, nos sistemas públicos de educação. Ao final, os referentes foram organizados em três dimensões: (a) conhecimento profissional do professor; (b) prática profissional; e, (c) engajamento profissional. Cada uma delas é constituída por uma ementa, seguida de um conjunto de categorias e suas respectivas definições. Em conjunto e de forma articulada, os referentes atingem os objetivos propostos.

    Equipe: Vandré G. da Silva (Coordenador); Patrícia C. de A. Albieri; Marina M. R. Nunes; Claudia L.F. Davis; Gabriela M. Moriconi (Pesquisadores); Bernardete A. Gatti (Pesquisadora-colaboradora); Caio Cabral e Luciana Leme (Bolsistas).

    Apoio: Fundação Carlos Chagas/INEP

    Grupo de Pesquisa: Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores.

  • A
    A gestão da educação infantil no brasil.

    Resumo: O projeto teve como objetivo caracterizar a gestão da educação infantil em seis municípios de capitais brasileiras, focalizando tanto a gestão das unidades como a gestão municipal. Investigou uma amostra de 190 instituições de educação infantil de administração direta e de conveniadas com as prefeituras, inclusive classes anexas a escolas de ensino fundamental. Dessa amostra, foram obtidos dados sobre 180 instituições. Etapas realizadas: levantamento bibliográfico, trabalho de campo em seis capitais, tratamento dos dados, elaboração do relatório final, realização de encontro inicial e final com pesquisadores locais, realização de seminário com consultores, realização de seminário de divulgação organizado pela Fundação Victor Civita. Este projeto foi encerrado no final de 2012 e parte de seus resultados estão publicados na revista “Estudos e Pesquisas Educacionais”, da Fundação Victor Civita, e na Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, da Anpae, mas teve alguns desdobramentos em 2013, tais como entrevistas na imprensa, apresentação em eventos etc.

    Equipe: Maria M. Malta Campos (Coordenadora); Eliana M. B. Bhering, Beatriz de O. Abuchaim, Nelson A. S. Gimenes, Yara L. Espósito (Pesquisadores). Raquel da Cunha Valle (Estatística); Bruna Ribeiro; Fabiana S. Fernandes (Bolsistas).

    Apoio: Fundação Victor Civita

    Grupo de Pesquisa: Educação Infantil: políticas e práticas.

  • A
    Avaliação qualitativa dos projetos pibid, implementados em instituições de ensino superior.

    Resumo: A pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de apreender melhor o papel indutor do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), implementado há cinco anos pela Coordenação Geral de Programas de Valorização do Magistério (CGV), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Para tanto, foram utilizadas as informações obtidas pela CGV por meio de questionários disponibilizados no sistema Google-Drive aos diversos segmentos participantes do Pibid: Coordenadores institucionais, Coordenadores de área, supervisores e licenciandos Bolsistas. Observou-se que o Pibid é muito valorizado em todos os níveis e por todos os participantes que responderam aos questionários. Os depoimentos são, em sua maioria, muito positivos, ricos e elucidativos. Não obstante, diante do valor atribuído a sua metodologia e às insistentes colocações a respeito da necessidade imperativa de dar continuidade a esse programa que alocou novo valor às licenciaturas nas IES, alguns aprimoramentos devem ser implementados, para que elas e seus docentes possam ser mais bem qualificados e, assim, propiciar uma melhor formação aos futuros professores da educação básica. Essa situação, pela criatividade didática, trará também contribuições importantes para os professores-supervisores, suas escolas e o ensino que oferecem aos alunos.

    Equipe: Bernardete Gatti ; Marli André; Laurizete Ferragut Passos; Nelson Antonio Simão Gimenes;

    Apoio: Parceria com OEI – Organização dos Estados Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura.

    Grupo de Pesquisa: Avaliação Educacional.

    Leia o relatório completo publicado na Coleção Textos FCC.

  • A
    Avaliação Institucional das Escolas da Rede Municipal de Cuiabá.

    Resumo: Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá e com o apoio da Unesco, a Fundação Carlos Chagas desenvolveu metodologia, estratégias e instrumentos de avaliação institucional da rede de ensino, buscando alcançar uma melhor qualidade da educação pública. O trabalho contribuiu para o esforço de aprimoramento do desempenho escolar, particularmente no ensino fundamental, além de fornecer subsídios para o monitoramento e a gestão de seus resultados, de forma a aperfeiçoar as práticas de gestão pedagógica e administrativa.

    Equipe: Claudia L. F. Davis (Coordenadora); Gisela Lobo B. P. Tartuce; Gláucia T. F. Novaes; Marina M. R. Nunes; Patrícia C. A. de Almeida; Yara Lúcia Espósito (Pesquisadoras); Elba S. de Sá Barreto (Pesquisadora-colaboradora); Juliana Cedro (Bolsista)

    Apoio: UNESCO

    Grupo de Pesquisa: Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores.

  • A
    Avaliação de sala de aula – Angola

    Resumo: Esse trabalho partiu de uma solicitação dos técnicos do Ministério da Educação de Angola (INIDE) à Fundação Carlos Chagas. Em parceria com os especialistas do INIDE procurou-se desenvolver e capacitar os professores da rede de ensino e os em formação a refletirem sobre o processo de avaliação em sala de aula e buscar metodologias adequadas ao contexto angolano. Nesse sentido, esperava-se, mais especificamente, que tais profissionais adquirissem competências e dominassem procedimentos avaliativos próprios da sala de aula, dentre os quais ganhava destaque a elaboração de provas. Foi elaborado um plano de curso e desenvolvido materiais específicos para um curso, que ocorreu em maio/junho de 2013 em Luanda e teve sua continuidade no ano de 2014. Durante esse ano foram elaboradas com a participação de professores representantes da rede de Ensino as referencias curriculares para a avaliação das disciplinas de Língua Português e Matemática das 4ª e 6ª classes do Ensino fundamental.

    Equipe: Marialva Rossi Tavares e Claudia Davis, com assessoria de Sílvia Sentelhas e Suely Amaral.

    Apoio: Banco Mundial

    Grupo de Pesquisa: Avaliação Educacional.

  • A
    Avaliação de ambientes das unidades municipais de educação infantil do município do rio de janeiro: uma proposta de formação e avaliação.

    Resumo: Considerando que a avaliação dos ambientes de creches e de pré-escolas é uma ferramenta importante para monitoramento dos serviços educacionais voltadas para a infância, esse projeto, concluído em 2014, teve como objetivos: (1) avaliar a qualidade dos ambientes de creches e pré-escolas municipais da cidade do Rio de Janeiro, por meio da Escala de Avaliação de Ambientes para Bebês e Crianças Pequenas – Creche (ITERS – REVISED) e da Escala de Avaliação de Ambientes de Educação Infantil (ECERS – REVISED); (2) capacitar profissionais da rede para utilização das escalas para fins da coleta de dados desta proposta e para trabalho futuro de monitoramento da rede municipal de creches; (3) indicar aspectos que poderão ser incluídos em sistema de monitoramento das práticas das unidades púbicas de educação infantil do Rio de Janeiro.

    Equipe: Eliana M. B. Bhering (Coordenadora), Beatriz de O. Abuchaim, Nelson A. S. Gimenes, Yara L. Espósito (Pesquisadores). Maria M. Malta Campos (Consultora); Raquel da Cunha Valle (Estatística); Marisa Ferreira, Ana Paula Ferreira da Silva (Bolsistas).

    Apoio: Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID

    Grupo de Pesquisa: Educação Infantil: políticas e práticas.

  • B
    Balanço da produção teórica sobre avaliação de sistemas educacionais no Brasil: 1987 a 2012

    Resumo: Retrospectiva analítica de estudos acadêmicos brasileiros acerca das avaliações em larga escala, pautando marcos e questões de referência na produção de conhecimento no campo da avaliação. A pesquisa bibliográfica focaliza referenciais teórico-metodológicos utilizados nos estudos brasileiros sobre os sistemas de avaliação educacional e tem como fonte a Base de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Foram coletados 294 trabalhos, contemplando mestrados acadêmicos e profissionais e doutorados. A análise dos dados aponta que o conhecimento acadêmico tem sido produzido no âmbito dos programas de mestrado, em universidades públicas e privadas. Observa-se que muitos trabalhos são orientados por pesquisadores que não se dedicam exclusivamente à produção de conhecimento no campo da avaliação, fato que pode contribuir para o pouco aprofundamento dos estudos e, até mesmo, para a repetição das temáticas analisadas nos trabalhos. Nota-se que muitos trabalhos não discutem de forma apropriada os caminhos metodológicos percorridos durante a pesquisa; naqueles que o fazem, as abordagens qualitativas de pesquisa, focadas em casos isolados, são as mais utilizadas. Em seu conjunto apontam tendências no caminho que as políticas de avaliação externa têm assumido em várias instâncias, as controvérsias em relação a essas políticas, como elas têm influenciado o trabalho realizado nas escolas e no próprio sistema de ensino, bem como discutem potenciais e limites metodológicos dos desenhos avaliativos. Os trabalhos pesquisados encontram-se disponibilizados no sítio da Fundação Carlos Chagas.

    Equipe: Adriana Bauer (Coordenadora); Adriana Teixeira Reis (Bolsista)

    Apoio: Fundação Carlos Chagas

    Grupo de Pesquisa: Avaliação Educacional.

  • C
    Cátedra UNESCO sobre Profissionalização Docente

    Resumo: A FCC obteve da UNESCO a Cátedra “Profissionalização Docente”, a qual foi Integrada ao Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade-Educação (CIERS-Ed.) durante os anos de 2010 a 2014. Essa cátedra abrangeu uma ampla rede de pesquisadores com vasta experiência no tema, todos vinculados a universidades nacionais e internacionais. As pesquisas desenvolvidas eram estruturadas em duas linhas de pesquisa: (1) “políticas e currículos da formação e trabalho docente”; e, (2) “processos psicossociais da formação e trabalho docente”. Nelas, realizaram-se análises dos processos políticos, educacionais, históricos e sociais que constituem a profissionalização docente. Os resultados indicaram que a inserção na docência deve ser compreendida de forma abrangente e contextualizada, levando-se em consideração tantos os elementos constituintes da subjetividade docente quanto os contextos sociais de formação.

    Equipe: Clarilza Prado de Sousa (Coordenadora); Lucia P.S. Villas Bôas; Adelina de O. Novaes

    Apoio: Juan Carlos Tedesco (Universidad de San Martín e Universidad de San Andrés - Buenos Aires, Argentina); Elizabeth Macedo (UFRJ); Angela Arruda (UFRJ)

    Grupo de Pesquisa: FCC/UNESCO

  • D
    Dar voz aos Jovens – contribuição para a educação em sexualidade.

    Resumo: Trata-se de pesquisa sobre a percepção dos profissionais de educação da cidade de Itapeva (SP), no que diz respeito à educação em sexualidade. O estudo é um desdobramento de o projeto 'Dar Voz aos Jovens', idealizado e coordenado pela pesquisadora Dra. Elza Berquó, em uma parceria estabelecida entre o CEBRAP e a FCC. Realizado em duas edições – 2012, na cidade de São Paulo; e, 2013, na cidade de Itapeva (SP) - o projeto ofereceu oficinas gratuitas de elaboração de roteiro e vídeo para jovens de 14 a 19 anos, estudantes da rede pública, e oferece uma metodologia que considera os jovens como sujeitos de suas sexualidades e capazes de produzir os meios para expressar suas concepções e vivências quanto a esse assunto. Os vídeos de ambas as edições podem ser vistos em www.youtube.com/user/DarVozaosJovens. A equipe da FCC realizou a pesquisa junto aos professores de Itapeva. Foram entrevistados diretores e coordenadores de 10 escolas daquela cidade e aplicado um questionário aos seus professores. Os resultados alcançados fornecem subsídios importantes para orientar ações de educação em sexualidade levadas a efeito no âmbito municipal.

    Equipe: Sandra G. Unbehaum (Coordenação FCC); Elza Berquó (Coordenação CEBRAP); Thais C. M. Gava (Bolsista)

    Apoio: FCC

    Grupo de Pesquisa: Gênero, Direitos Humanos e Raça/Etnia.

  • D
    Desigualdades de cor/raça e sexo entre pessoas que frequentam e titulados na pós-graduação brasileira: 2000 e 2010

    Resumo: O objetivo desta pesquisa é apreender as desigualdades da população brasileira quanto ao acesso à pós-graduação stricto sensu e à possibilidade de concluí-la. Para tanto, examinam-se dados sobre cor/raça, sexo e distribuição regional de pessoas que frequentam a pós-graduação, a partir de informações disponibilizadas pelos Censos Demográficos 2000 e 2010 (IBGE). Como etapa preliminar, faz-se necessário analisar o perfil do conjunto de pessoas que frequentam e concluem cursos de graduação, potenciais candidatos à pós-graduação; assim como parece oportuno confrontar o perfil dos pós-graduandos com o dos titulados, mestres e doutores. Os resultados encontrados indicam a permanência de desigualdades no perfil racial do público que acessa, frequenta e conclui a pós-graduação brasileira, um processo construído nas etapas anteriores de escolarização (educação básica) e consolidado nas etapas finais. O trabalho indica ainda, diferenças na interface sexo e cor/raça, com melhores indicadores, tanto para acesso à graduação e pós-graduação para mulheres brancas, homens brancos, mulheres negras e homens negros, nesta ordem.

    Equipe: Fúlvia Rosemberg (Coordenadora 2013-14); Sandra Unbehaum (Coordenadora 2014-2015); Amélia Artes (Pesquisadora).

    Apoio: Fundação Ford

    Grupo de Pesquisa: Gênero, Direitos Humanos e Raça/Etnia

  • E
    Estado da Arte: a produção científica no campo da política e da gestão da educação municipal

    Resumo: Este estudo dá continuidade ao Estado da Arte realizado pela Fundação Carlos Chagas, que levantou e categorizou a produção científica na área de política e gestão da educação básica, entre 2000-2008. Assim, pretende-se prosseguir no levantamento de estudos nesse campo, entre 2009-2015, em torno dos seguintes eixos: 1) delineamento de políticas educacionais municipais; 2) financiamento da educação; 3) instâncias de gestão colegiada e participação; 4) avaliação de programas e projetos; 5) relações intergovernamentais.

    Equipe: Angela Maria Martins (FCC, coord.); Sandra Maria Zakia Lian Sousa (USP); Maria Helena Bravo (FCC).

    Apoio: Fundação Carlos Chagas

    Grupo de Pesquisa: Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores

  • E
    Estudos de indicadores psicossociais para a avaliação da formação de professores.

    Resumo: Este estudo analisou a formação oferecida nos cursos de pedagogia e licenciaturas a partir de um contexto mais amplo, envolvendo variáveis psicossociais a serem comparadas às dimensões propostas pelo Enade e pelo Sinaes. As avaliações dos sistemas educativos e das Instituições de Ensino Superior (IES) realizadas pelo Estado têm pretendido mediar a relação existente entre as demandas da sociedade e as possibilidades de acesso a uma educação de qualidade. A análise do percurso histórico dessas avaliações permitiu identificar como esse papel mediador da avaliação foi utilizado pelo Estado brasileiro na proposição de reformas institucionais e na redefinição das políticas públicas na área, contribuindo para reforçar os padrões em vigor e alterar os rumos da educação superior. Tais estudos evidenciaram, ainda, como a função avaliativa de diagnóstico, necessária ao ensino superior, tem sido utilizada como uma forma de mediar as atividades de controle social, transferindo para a sociedade e instituições de ensino a responsabilidade pela melhoria da qualidade do ensino superior. A avaliação foi, portanto, durante sua trajetória histórica, construindo um tipo de rationalia que, por um lado, define os critérios de julgamento pelos quais a sociedade deve analisar o ensino superior e, por outro, mantém o controle sobre o que os diferentes governos definem como competência, acesso e qualidade.

    Equipe: Clarilza Prado de Sousa

    Apoio: CNPq - Bolsa Produtividade em Pesquisa

    Grupo de Pesquisa: Representações Sociais, Subjetividade e Educação.

  • M
    Mulheres e política: levantamento bibliográfico (1988-2007)

    Resumo: O estudo, concluído em 2014, pretendeu fazer um balanço da produção acadêmica sobre os estudos de gênero nas diferentes áreas do conhecimento, fazendo uso do Banco de Teses e Dissertações da Capes como fonte. Os resultados apontaram a presença de um crescimento exponencial da produção, de seus principais polos e áreas de conhecimento, no decênio de 1988-1997. A análise quantitativa dos dados serviu de referência para o exame dessa produção anos mais recentes, período em que ocorreu um crescimento geral da pós-graduação no Brasil e, também, dos estudos de gênero. O levantamento foi concluído utilizando outras bases de dados, como currículo Lattes, repositórios de Bibliotecas, catálogos de teses e dissertações. Com isso, foi possível organizar uma base de dados própria, disponibilizada para consulta na página da Biblioteca Ana Maria Poppovic, cujo diferencial está em oferecer informações apuradas neste campo, tendo em vista os problemas de imprecisão encontrados na Base Capes (dados incompletos, incorretos etc.).

    Equipe: Arlene M. Ricoldi (Coordenadora); Albertina de O. Costa (Pesquisadora-colaboradora).

    Apoio: Fundação Carlos chagas

    Grupo de Pesquisa: Gênero, Direitos Humanos e Raça/Etnia.

  • N
    Novas configurações do trabalho no Brasil contemporâneo: relações de gênero, informalidade e trabalho associado.

    Resumo:  A pesquisa investigou a evolução do trabalho informal no Brasil de 2001 a 2009, com base nas Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílio. Questões como “onde estão” os informais, “quem são” e “quanto ganham” orientaram o estudo, que teve, além da comparação entre setor formal e informal, o gênero como foco. A heterogeneidade, marca do setor informal, é visível nos diversos setores econômicos, nas diferentes posições na ocupação, nas desiguais oportunidades de mulheres e negros em relação a homens e brancos. A diminuição da informalidade ocorrida no Brasil na última década atingiu homens e mulheres, mas foram elas que terminaram a década com uma participação no setor informal ligeiramente maior do que eles. Da perspectiva da força de trabalho feminina, pode-se dizer que houve melhoria, na medida em que houve um crescimento importante da ocupação e um contínuo acréscimo da parcela feminina absorvida pelo mercado formal. Concomitantemente, a desigualdade de gênero foi reforçada, ao se identificar que, mesmo crescendo menos que o setor formal, o informal absorveu mais mulheres do que homens. Remarque-se, também, a consolidação do crescimento das ‘por conta-própria’, segmento sabidamente heterogêneo, em termos de atividades desenvolvidas, remuneração e qualificação dos trabalhadores.

    Equipe: Maria Rosa Lombardi (Pesquisadora); Pesquisadores Parceiros Angela Maria Carneiro Araújo (Coordenadora); IFCH/Unicamp - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas); Edmar Aparecido de Barra e Lopes (FE/UFG - Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás); Auxiliares de Pesquisa: André Klein (IFCH/Unicamp); Cristiano Mercado (FCC)

    Apoio: CNPq (Edital CNPq- SEPM 20/2010) e Fundação Carlos Chagas

    Grupo de Pesquisa: Gênero, Direitos Humanos e Raça/Etnia.

  • O
    Os Direitos Humanos como Área de Pesquisa na Pós-Graduação em Direito (2005-2011)

    Resumo: Esse estudo pode ser definido como um follow up do Programa de Dotações para Implementação de Mestrado em Direitos Humanos, projeto apoiado pela Fundação Ford entre os anos de 2003 e 2009. O Programa selecionou por meio de edital, em 2003, três Programas de Pós-Graduação em Direito: Universidade Federal do Pará, Universidade Federal da Paraíba e Universidade de São Paulo, para que criassem uma área de concentração em direitos humanos. O estudo analisou o processo de criação e de desenvolvimento dessa área, procurando ressaltar as características das propostas, as suas especificidades, bem como os seus desafios. Os procedimentos de pesquisa envolveram a coleta e a análise de documentos sobre os três programas e entrevistas com seus coordenadores e professores, além da aplicação de um questionário on-line ao conjunto de pós-graduandos. Os resultados mostraram que essas pós-graduações em direito atenderam aos principais critérios propostos pelo Edital, sobretudo no que diz respeito (i) ao diálogo com outras áreas do conhecimento, tanto por meio de um processo seletivo que permite a entrada de candidatos não juristas, como por meio do envolvimento de professores externos à Faculdade de Direito, com formação em outras áreas das ciências humanas; (ii) à adoção de medidas de inclusão social no processo seletivo, como a destinação de bolsas de pesquisa aos mestres em Direitos Humanos; (iii) às linhas de pesquisa e disciplinas construídas sob uma perspectiva de enfretamento dos processos de exclusão, constituindo um currículo com características interdisciplinares.

    Equipe: Sandra G. Unbehaum (Coordenadora); Ingrid Viana Leão; Camila Magalhães Carvalho; Victor Feitosa Ventura; Tanimara Santos; Kecya Matos; Ricardo DibTaxi (Bolsistas).

    Apoio: Fundação Ford

    Grupo de Pesquisa: Gênero, Direitos Humanos e Raça/Etnia.

  • P
    Políticas docentes e o uso do tempo em sala de aula

    Resumo: O Brasil é o país no qual os professores indicam ter os maiores percentuais de alunos com problema de comportamento e gastar mais tempo tentando manter a ordem em sala de aula, dentre os participantes da pesquisa Teaching and Learning International Survey (TALIS). O objetivo da presente pesquisa foi analisar os fatores associados a essas respostas dos professores e identificar políticas e práticas para apoiar professores e escolas a lidar com o comportamento dos alunos. Para tanto, foi realizada uma primeira etapa, de caráter quantitativo, com base nos dados da TALIS e uma segunda etapa de caráter qualitativo, com estudos de caso nos sistemas de ensino da Inglaterra e da província de Ontário, no Canadá. Os resultados do estudo quantitativo mostraram que aspectos da formação inicial dos professores, seu desenvolvimento e colaboração profissional estão positivamente associados com menos tempo gasto com disciplina, enquanto a participação da comunidade escolar está negativamente associada com problemas de comportamento na classe. Além de também observar a importância desses fatores, os estudos de caso identificaram a qualidade das condições de funcionamento das escolas, com professores em tempo integral na escola e equipes de apoio à gestão (inclusive para assuntos de comportamento); bem como uma série de políticas e iniciativas relativas à promoção do engajamento dos alunos e de um clima escolar positivo.

    Equipe: Gabriela Moriconi

    Apoio: Fundação Carlos Chagas e OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico)

    Grupo de Pesquisa: Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores.