MULHERES E MERCADO FORMAL DE TRABALHO

A participação das mulheres no conjunto dos empregos formais sempre foi restrita, permanecendo , entre 1985 e 2002, muito próxima de 1/3. No entanto, nesses 17 anos essa participação vem crescendo de forma lenta, mas persistente, particularmente a partir da década de 90, com a redução proporcional dos empregos masculinos: em 1985, 32,4% dos empregos formais eram femininos , em 1992, 35,9% e em 2002, 39,7%.

É importante realçar que o processo de enxugamento de postos de trabalho formalizados que se verificou com especial intensidade nos anos 90, parece ter afetado em maior medida os homens do que as mulheres: no período 88/92, dados do Ministério do Trabalho indicavam uma variação negativa de 8,6% nos empregos masculinos e de apenas 0,3% nos femininos. Nos períodos subseqüentes, parece ter havido uma retomada da formalização dos empregos para ambos os sexos e , particularmente para o feminino. Nos últimos 10 anos, entre 1992 e 2002 , as empresas informaram a abertura de 2 968 779 novos postos de trabalho para homens e de 3 423 024 para mulheres.

Quando se analisa a variação entre 1988 e 1998 para as regiões do país, fica muito claro que a região Sudeste foi a mais penalizada pelos cortes no emprego formal e que esses cortes atingiram preferencialmente os homens. Entre 1998 e 2002, a recuperação da formalização tem favorecido as mulheres (incrementos de, respectivamente, 21,4% e 14,5% nos empregos femininos e masculinos) , sobretudo das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte.

A estrutura desses empregos, contudo , praticamente não se altera durante todo o período. Em outras palavras, a natureza do vínculo empregatício, a distribuição dos empregos pelos setores de atividade econômica e segundo o porte dos estabelecimentos demonstra uma regularidade que tem atravessado o período em análise :

Parcela feminina dentre os empregos formais (Brasil)
 
Distribuição dos empregados por sexo e natureza do vínculo empregatício (Brasil)
 
Distribuição dos empregados por sexo e natureza do vínculo empregatício (Brasil e Grandes Regiões 1988 e 2002)
 
Postos de trabalho por sexo no mercado formal (Brasil 1988 a 2002)
 
Evolução dos postos de trabalho do mercado formal de trabalho segundo o sexo (Brasil e Grandes regiões 1988 e 1998 e 2002)
 
Empregos segundo o sexo e tamanho do estabelecimento(Brasil e Grandes Regiões 1988 e 2002)
 
Empregos segundo o sexo, subsetor e setor econômico (Brasil 1988 e 2002)
 
Empregos segundo o sexo, subsetor e setor econômico (Brasil e Grandes regiões 2002)