I . SETORES DE ATIVIDADE
Os padrões gerais de localização dos trabalhadores e das trabalhadoras no mercado de trabalho, quando tomados de forma agregada, pouco se modificaram entre 1970 e 2002, nos últimos 32 anos, portanto. Elas continuam sendo mais expressivamente absorvidas na prestação de serviços, _aí incluídos a administração pública, o ensino e o serviço social, os serviços domésticos_, e também em atividades do comércio e do setor agrícola. Eles, por sua vez, encontram maiores oportunidades de colocação, pela ordem, na indústria, nos serviços e nas atividades agropecuárias .
A partir de 1998, a nova agregação por setores e seções de atividade adotada pelo IBGE ( Vide Notas Metodológicas ) esclarece melhor o peso de algumas atividades na ocupação feminina e a diferencia, por comparação, do padrão de ocupação masculino. É assim que, por exemplo, na prestação de serviços, em 2002, 17,4% das ocupadas e apenas 1% dos ocupados executavam serviços domésticos. Ou ainda, 17% das mulheres estavam exercendo atividades na área de educação, saúde e serviços sociais contra apenas 3,4% dos homens.
Vista a questão segundo as grandes regiões do Brasil, tomando apenas alguns exemplos, os dados revelam que cerca de ¼ e 30% das ocupadas, respectivamente, nas regiões Sul e Nordeste desenvolvem atividades agrícolas, os maiores índices nacionais; se concentrará também no Nordeste a maior proporção de ocupação masculina nessas atividades (41,5%). No que diz respeito aos serviços domésticos, seu peso na ocupação feminina será maior que a média nacional nas regiões Centro-oeste, Norte e Sudeste.
Ressalve-se que, a partir de 1992 o IBGE- Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ampliou o conceito de trabalho adotado em seus levantamentos . Esse fato contribuiu para a maior visibilidade do trabalho feminino no setor agrícola