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Pesquisador da FCC realiza encontros com profissionais da Rede Estadual de Educação do Espírito Santo

Rodnei Pereira integrou projeto de formulação coletiva de uma política de formação continuada para profissionais da comunidade escolar do estado

Jade Castilho

Publicado em:

21/05/2026 10:43:11

A formação continuada foi tema de uma série de encontros de um grupo de trabalho formado por profissionais da educação básica das escolas da rede estadual do Espírito Santo. Com participação do pesquisadorRodnei Pereira, doDepartamento de Pesquisas Educacionais(DPE) da Fundação Carlos Chagas, os encontros foram direcionados ao diálogo sobre a formação de membros da comunidade escolar e para a formulação de uma política voltada para aformação continuadados profissionais do estado. 

O projeto, apoiado pelo Instituto Unibanco e pelo Instituto Tomara, iniciou-se em outubro de 2025 e promoveu reuniões com o pesquisador e especialista entre janeiro e abril de 2026. Ao todo, foram quatro encontros presenciais e um remoto para escuta do trabalho dos grupos de profissionais, leitura do documento coletivo da política de formação continuada, compartilhamento de experiências e de teorias e pesquisas da área. 

O texto final da política está previsto para ser divulgado em junho deste ano e sua elaboração conta com a participação de profissionais responsáveis pelas áreas de ensino de linguagens, ciências da natureza, matemática, formação de professores, entre outros. 

“É um novo tipo de construção de política, em conjunto. É a primeira vez que observo esse tipo de prática. A ideia de pensar uma política de formação para todo o quadro de profissionais de educação é um diferencial interessante”, comenta Rodnei. 

Uma nova proposta 

Em diferentes estados brasileiros, iniciativas de formação continuada de professores promovem ações em centros de formação, com cursos de curta duração ou de pós-graduação. A iniciativa do Espírito Santo apoia a participação coletiva e de forma horizontalizada, um exercício diferenciado das práticas em outros contextos brasileiros. 

“Mas o que tem que estar no centro é a prática pedagógica que acontece na escola. E essas outras ações, como cursos, podem estar ali, mas costuradas num projeto mais amplo de desenvolvimento profissional das pessoas. O que eu sinto é que houve um equilíbrio de escuta das pessoas diretamente envolvidas com pessoas que estão mesmo na rede executando os processos de informação continuada, o cotidiano”, complementa o pesquisador. 

As dinâmicas durante os encontros presenciais tiveram como premissa a participação de todos e todas presentes, escapando, por exemplo, de um modelo mais vertical de apresentação e escuta silenciosa dos participantes. 

O processo inovador de formulação de uma política de formação continuada para todos e com escuta coletiva será estudado em um estágio pós-doutoral sob supervisão de Rodnei na FCC. Um dos questionamentos do projeto de pesquisa é, justamente, analisar se, no caso de políticas construídas coletivamente, sua implementação e resultados são mais efetivos e relacionados com a realidade dos profissionais envolvidos. "Talvez um respiro, um caminho para um lugar que pode nos levar a uma melhoria das políticas de formação. A formação é um componente do desenvolvimento profissional, mas esse processo é mais amplo. Passa por uma formação sólida, claro, mas também porcondições de trabalho, salário, carreira,volume de trabalho, entre outros”, finaliza o pesquisador. 

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