Relações raciais na educação básica são tema de livro com participação de pesquisador da Fundação Carlos Chagas
Obra traz articulação entre pesquisas e propostas de reorganização das práticas pedagógicas vivenciadas nas salas de aula das escolas brasileiras
Jade Castilho
16/06/2026 10:14:57
Em um país marcado por desigualdades raciais, a educação básica e os locais de aprendizagem de bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos se tornaram também espaços de disputas de sentidos para a construção de futuros possíveis.
O livroRelações raciais na educação básica: Abordagens investigativas e contribuições ao debateaborda não somente esse contexto, como também reúne propostas de pesquisa, análises e experiências que revelam como o racismo institucional atravessa o cotidiano da educação básica, desde a primeiríssima infância, impactando a formação subjetiva e as oportunidades de crianças, adolescentes e jovens negros.
Articulando fundamentos teóricos ancorados nas teorias críticas da educação e propostas de reorganização das práticas e das epistemologias vivenciadas na educação básica, a obra ilumina tanto as violências persistentes quanto as potências transformadoras presentes nas escolas brasileiras.
Propõe a ação individual e coletiva na direção de questionar a normalização das desigualdades raciais na escola, construir projetos político-pedagógicos centrados na afirmação cotidiana da equidade e no reconhecimento e valorização da potência humanizadora da diversidade.
O livro é composto de sete capítulos, sendo um deles com autoria do pesquisador e docenteRodnei Pereira, doDepartamento de Pesquisas Educacionaisda Fundação Carlos Chagas (DPE/FCC). IntituladoUma coordenação pedagógica implicada com a superação do racismo na escola: contribuições ao debate, o capítulo com autoria de Rodnei, Alexsandro do Nascimento Santos e Rodrigo Toledo menciona o olhar para a coordenação pedagógica como ator estratégico na construção de práticas antirracistas.
O texto evidencia como o espaço institucional pode reforçar silêncios e desigualdades, mas também atuar como instância formativa, mediadora e indutora de mudanças. Ao problematizar o papel da coordenação pedagógica, o capítulo pretende contribuir para o debate sobre gestão democrática e justiça curricular.
O livro completo está disponível nosite da editora CRV.