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Técnica Q: jogo ou metodologia científica?

O artigo de Gatti permanece como referência em âmbito nacional para quem busca compreender os fundamentos teóricos e estatísticos da técnica Q.

21/11/22 | Por Samára Dos Santos Sampaio, doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, sami_sampaio@hotmail.com

CP em Pauta. Técnica Q: jogo ou metodologia científica?

Os jogos são considerados uma das principais formas de interagir com as gerações do século 21. O que você acharia de fazer um estudo e utilizar um método em formato de jogo? O artigo “A utilização da técnica Q como instrumento de medida nas ciências humanas” completou 50 anos desde a sua primeira publicação, em 1972, nos Cadernos de Pesquisa. Escrito por uma das pioneiras no uso dessa técnica no Brasil, Bernardete Angelina Gatti, o texto apresenta os fundamentos teóricos e estatísticos da metodologia Q, desenvolvida pelo psicólogo e físico William Stephenson, na década de 1930. Hoje, essa técnica pode ser utilizada manual ou digitalmente e busca oferecer elementos para entendermos os pontos de vista de uma pessoa ou de um grupo de pessoas.

O artigo de 1972 sumarizou as etapas da técnica e a definiu como o processo de apreensão da “significação emprestada a um conjunto grande de afirmações ou itens por uma pessoa (em vários momentos ou sob instruções diferentes) ou conjuntos de pessoas, dadas certas instruções” (GATTI, 1972, p. 46).

Apesar de, no Brasil, o seu emprego permanecer tímido (NOVAES, 2016; SAMPAIO et al., 2021), o Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade-Educação vem desenvolvendo pesquisas recorrendo à técnica. Por outro lado, em nível mundial, aumentou a quantidade de investigações e publicações científicas que utilizaram a metodologia Q nas mais diversificadas áreas, visto que ela permite conhecer diferentes perspectivas do fenômeno de interesse e aproximar-se das dimensões subjetivas e interpretativas. 

Referências

NOVAES, A. Metodologia Q: uma estratégia investigativa para o estudo das singularidades. In: NOVAES, A.; VILLAS BÔAS, L. P.; ENS, R. T. (Org.). Formação e trabalho docente: relações pedagógicas e profissionalidade: pesquisas com a técnica Q. Curitiba/São Paulo: Champagnat/ Fundação Carlos Chagas, 2016. p. 15-30.

SAMPAIO, S. S.; FERREIRA, J. B. B.; BALDONI, N. R.; DONADELI, J. M.; FERNANDES, M. N. F.; SANTOS, M.; GALVÃO, M. C. B.; ROCHA, J. S. Y.; PALMAR SANTOS, A. M.; FORSTER, A. C. Q method in research on health professions education and digital technologies: a systematic review. Research, Society and Development, v. 10, p. e471101019154, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/19154. Acesso em: 12 set. 2022.

Leia o artigo em

GATTI, B. A. Utilização da técnica Q como instrumento de medida nas Ciências Humanas. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 6, p. 46-59, 1972.

Saiba mais

Tutorial construção do Q-sort – Doutorado em Saúde Pública:
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Os argumentos presentes neste post são de responsabilidade dos autores e não necessariamente expressam as opiniões da Fundação Carlos Chagas.

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