Pesquisa e Educação

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Subjetividade social docente e políticas de subjetividade: aportes de uma perspectiva psicossocial

O estudo pretendeu realizar um aprofundamento teórico, a partir de revisão de literatura, no que concerne à produção social da subjetividade docente, com um enfoque na abordagem dialógica das representações sociais, ao recorrer à tríade dialógica sistematizada por Ivana Marková. Complementarmente ao investimento teórico no sentido de cercar o constructo subjetividade social, foram realizados quatro grupos focais orientados pela proposta teórico-metodológica da dialogicidade e coletadas informações por meio da Metodologia Q junto a 50 docentes do ensino fundamental (6º ao 9º ano) da cidade de São Paulo. O tempo de docência foi variável de destaque: professores entre cinco e quinze anos de magistério têm construído representações sociais sobre a docência que chamam para si a responsabilidade da formação dos alunos. Aludindo ao heroísmo, esses profissionais de carne e osso se veem como transformadores da realidade social, promotores do sucesso dos educandos, conselheiros e publicitários no convencimento dos alunos quanto à importância de estudar. Esse superpoder prediz o tamanho do sofrimento com o fracasso da educação reiteradamente veiculado pela mídia. Apesar de o tempo de docência ter se destacado, o que interessou à análise foram os elementos dialógicos que compõem a tríade eu-outro-objeto/mundo e que oferecem a base para a definição de políticas de subjetividade. Em outros termos, as representações dos professores acerca da docência e do ser docente constituem, além de vias de acesso às subjetividades, possíveis guias para a elaboração de políticas que afetem seu cotidiano, sobretudo políticas de formação.

Coordenação: Adelina Novaes

Bolsista: Erika Kulessa de Souza 

Financiamento: CNPq (Processo CNPq 428520/2016-2), Unicid e FCC 

Vigência: 2017-2020