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Educar no território: as tendências da educação contextualizada no Semiárido

Estudo aponta a educação contextualizada como caminho para fortalecer a relação entre escola, território e realidade social no Semiárido brasileiro

Autor- Alexandre Leite dos Santos Silva, Professor na Universidade Federal do Piauí (UFPI), Picos (PI), Brasil; alexandreleite@ufpi.edu.br | Edmerson dos Santos Reis, Professor na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Juazeiro (BA), Brasil; edmerson.uneb@gmail.com,Fluxo Educação | CP -19/02/2026 12:44:06

Como educar em um território marcado pela particularidade do clima semiárido e irregularidade do regime das chuvas, mas também pela criatividade, pela cultura e pela resistência? Essa pergunta atravessa a educação no Semiárido brasileiro e orienta esse estudo, realizado por pesquisadores de universidades públicas do Nordeste entre 2023 e 2024. A pesquisa mostra que a educação contextualizada tem se consolidado como uma proposta que fortalece o vínculo entre escola, território e vida cotidiana. Ela aparece como resposta concreta a desafios vividos por professores, estudantes e comunidades que aprendem e ensinam a partir do lugar onde vivem.

O objetivo do estudo foi mapear e analisar a produção acadêmica sobre educação contextualizada para a convivência com o Semiárido. Para isso, os autores fizeram um levantamento de artigos científicos publicados ao longo de mais de quinze anos em periódicos nacionais. A motivação surgiu da vivência direta com escolas, movimentos sociais e processos formativos na região. Durante a leitura dos textos, foi possível reconhecer práticas, discursos e desafios muito próximos do cotidiano de quem vive e trabalha no Semiárido, dentro e fora da escola.

Os resultados revelam que a maior parte das pesquisas é produzida no Nordeste e por pesquisadores comprometidos com a realidade local. Os estudos não se limitam à sala de aula. Eles dialogam com comunidades, experiências de educação ambiental, práticas pedagógicas inovadoras e políticas públicas. A educação contextualizada é entendida como educação popular, pois valoriza os saberes locais, fortalece identidades e ajuda a superar visões estereotipadas que reduzem o Semiárido à escassez e à pobreza.

A pesquisa também aponta desafios importantes: ainda há poucos estudos sobre o uso de tecnologias digitais, inclusão de pessoas com deficiência, educação infantil e ensino superior no Semiárido. Esses vazios indicam caminhos para novas investigações. O estudo reforça que a educação contextualizada não é apenas uma metodologia, mas um projeto político e pedagógico. Um projeto que aposta no território como fonte de conhecimento, na escola como espaço de pertencimento e na educação como ferramenta de transformação social.

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