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Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros e Negras debate contribuições do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira

Evento contará com a participação da pesquisadora da Fundação Carlos Chagas, Adriana Tolentino Sousa, em mesa sobre justiça epistêmica e equidade étnico-racial

Jade Castilho

Publicado em:

22/07/2026 10:11:48

Entre os dias 28 e 31 de julho de 2026, a Universidade de Brasília (UnB) sediará o14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros e Negras (COPENE). O evento reunirá pesquisadores (as) nacionais e internacionais, ativistas, movimentos sociais, pessoas de notório saber, e interessados/as na consolidação de uma sociedade com justiça social e equidade étnico-racial. 

Com o temaConsciência Negra: contribuição do pensamento afrodiaspórico para a democracia brasileira, o Congresso Nacional marca a comemoração dos 55 anos da primeira evocação ao 20 de novembro, realizada pela primeira vez em Porto Alegre.

Adriana Tolentino Sousa, pesquisadora doDepartamento de Pesquisas Educacionaisda Fundação Carlos Chagas, realizará a apresentação do intituladoJustiça Epistêmica: equidade ético-racial, educação e ativismo institucional?, a partir das pesquisas desenvolvidas na instituição. 

A apresentação propõe refletir sobre ajustiça epistêmica como uma dimensão constitutiva da equidade étnico-racial, compreendendo que as disputas em torno das desigualdades raciais não se restringem ao acesso a direitos e oportunidades, mas envolvem também os modos pelos quais o conhecimento é produzido, validado e mobilizado pelas instituições. 

Nesse contexto, Adriana abordará reflexões oriundas da proposta de uma rede de pesquisa em metodologias inovadoras de análise quantitativa e qualitativa, fundamentada no Feminismo Negro. A rede de pesquisa busca desenvolver estratégias de investigação capazes de produzir evidências mais precisas sobre as múltiplas formas de atuação do racismo e, simultaneamente, sobre os conhecimentos, trajetórias e práticas produzidas pela população negra. 

Nessa perspectiva, de acordo com a pesquisadora, a justiça epistêmica demanda uma reimaginação política, ou seja, pensar a construção de outras formas de conhecer para tornar possíveis outras formas de intervenção institucional, de implementação das ações afirmativas e de promoção da equidade étnico-racial nos campos da educação, do trabalho e da produção do conhecimento.

Para saber mais,acesse o site do eventoe inscreva-se!

Saiba mais

XIV Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros e Negras (COPENE)

Quando:28 a 31 de julho de 2026

Onde: Universidade de Brasília, Distrito Federal 

Inscrições abertas

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